sexta-feira, 6 de março de 2015

Tempo de mudanças

Esses dias ajudei fazer uma mudança. E fiquei observando alguns aspectos bem interessantes. Como isso mexe conosco e nos estimula. Desde a necessidade, como a oportunidade, a tomada de decisão e o grande trabalho que isso proporciona. Mas principalmente a esperança que é gerada com essa atitude. 
No princípio houve grande motivação, mas também momentos de desânimo. Surgiram muitas dúvidas e conflitos, sentimento de apego, a vontade de não se desfazer de algumas coisas. A certeza de que outras seriam desprezadas. A angustia com a bagunça, com o recomeço, com a necessidade de se organizar, de achar um norte.
Afinal, como disse meu amigo e colega de faculdade, Jose Carlos Oliveira, em uma conversa: "a desconstrução deixa um campo aberto e vazio para iniciar uma nova construção através da reflexão, estabelecendo novas estratégias para uma melhor edificação." 
A mudança nos permite observar a casa realmente como ela é, sem as adaptações, sem os retoques, as acomodações e camuflagens. Tudo fica exposto e cada detalhe se torna importante. A mudança nos confronta, nos coloca com a realidade, e durante esse processo nos deparamos com as mazelas escondidas, com aquilo que foi ignorado ou mal resolvido. 
Uma grande oportunidade para fazer uma reciclagem, de separar aquilo que é útil, que será produtivo daquilo que não serve, que não tem mais significado.  
Trazendo para o aspecto da vida, a mudança nos move, nos recicla, nos tira da paralisia, da mesmice, da mesma visão. A mudança nos deixa despidos, diante de nós mesmos, tomamos conhecimento de quem realmente somos. E através dessa reflexão temos a liberdade de fazer novas escolhas, traçar novas rotas, respirar novos ares e assim, dar novo significado a nossa existência

Por Romeu Oliveira 

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2015

“Loucos e santos” 

Antônio Abujamra


Escolho meus amigos não pela pele ou outro arquétipo qualquer, mas pela pupila.
Tem que ter brilho questionador e tonalidade inquietante.
A mim não interessam os bons de espírito nem os maus de hábitos.
Fico com aqueles que fazem de mim louco e santo.
Deles não quero resposta, quero meu avesso.
Que me tragam dúvidas e angústias e aguentem o que há de pior em mim.
Para isso, só sendo louco.
Quero os santos, para que não duvidem das diferenças e peçam perdão pelas injustiças.
Escolho meus amigos pela alma lavada e pela cara exposta.
Não quero só o ombro e o colo, quero também sua maior alegria.
Amigo que não ri junto, não sabe sofrer junto.
Meus amigos são todos assim: metade bobeira, metade seriedade.
Não quero risos previsíveis, nem choros piedosos.
Quero amigos sérios, daqueles que fazem da realidade sua fonte de aprendizagem, mas lutam para que a fantasia não desapareça.
Não quero amigos adultos nem chatos.
Quero-os metade infância e outra metade velhice.
Crianças, para que não esqueçam o valor do vento no rosto; e velhos, para que nunca tenham pressa.
Tenho amigos para saber quem eu sou
Pois os vendo loucos e santos, bobos e sérios, crianças e velhos, nunca me esquecerei de que a “normalidade” é uma ilusão imbecil e estéril.

Autor: Oscar Wilde, mas a verdadeira autoria seria de Marcos Lara Resende.

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015

O respeito só tem significado nas diferenças!

Bom seria se a humanidade aprendesse efetivamente a conviver com as diferenças e entendesse como são importantes. Os diferentes conseguem enxergar a importância das diversidades e como é vital e saudável para a manutenção do equilíbrio. Haja vista, o equilíbrio só existe porque existe movimento e com o movimento as oposições com suas particularidades e características. 
Os "diferentes" enxergam os outros como iguais, os "iguais" enxergam os outros como diferentes e muitas vezes, soberbamente, como inferiores. E daí nascem as vaidades, os preconceitos, o ódio, a violência, enfim, o desrespeito.
Os "iguais" se incomodam com as diferenças porque vivem na paralisia, na inércia, no conformismo
As diferenças geram pluralidades, despertam criatividades, diversidade de ideias, nos levam a reflexão, promovem o NOVO, nos tiram do conformismo e permitem que nos olhemos como IGUAIS