sábado, 2 de maio de 2015

"Amor próprio=ignorância disfarçada"

Nos últimos tempos virou moda o discurso: "Eu tenho amor próprio meu bem!". 
Infelizmente esse discurso pertence a um momento onde a cultura que se exalta é da ignorância: da arrogância, da violência gratuita (inclusive praticada por pessoas "normais"), momento da "coisificação da vida", da falta de educação, do português errado, da falta de empatia e simpatia (momento onde a brutalidade exaltada é motivo de orgulho, inclusive entre as mulheres). Um tempo de inversão total de valores, onde se respeita mais o discurso (vazio) de um personagem de novela ou BBB qualquer da mídia. Em que mais se "curti e compartilha" trechos de uma "música" cheia de imbecilidades, que na verdade é um reflexo de todo esse lixo que se oferece e que infelizmente muitos compram. Onde as referências são "certas figuras", celebridades que não têm o menor compromisso com o Saber, com o espírito inquietante e sedento por conhecimento que é a abertura para o novo, para aquilo que se aperfeiçoa e que permite sermos um pouco melhores! Esse "amor próprio" é na verdade um orgulho gerado pela ignorância, ou seja, esse "amor próprio", que é vazio e mesquinho, é uma forma de mascarar a ignorãncia (é um disfarce da ignorância). 

Vivemos num tempo de "cada um por si e Deus por mim, o outro que se dane!"

Portanto, dentro desse contexto esse discurso é uma falácia, um conceito distorcido e difundido de forma equivocada (repito: muitas vezes esse conceito é soberbo, egoísta e infantil). O outro é sempre o vilão, o nocivo, o cara mau... somos sempre as "vítimas" os coitadinhos, os sofredores, os perseguidos. Existe muita conversa “mole” em torno disto!!!
É sinal de que falta reflexão, de que a pessoa não se percebe, não faz uma "mesa redonda consigo mesma", que é uma oportunidade para colocar diante si as suas próprias mazelas e a partir daí fazer desconstruções significativas para que haja aperfeiçoamento, conhecimento de si e a perspectiva de desfrutar de uma vida mais equilibrada consigo mesma e com o mundo.
Acredito que quanto mais conhecimento eu tiver de mim mesmo, melhor estará a minha visão, a minha capacidade de compreensão, capacidade de enxergar as coisas com outro olhar e quem sabe, deixar de considerar o outro como inimigo e acha-lo mal porque é diferente ou por ter uma cultura diferente (claro que em certas situações é importante se preservar - como diz minha mãe: "é inútil dar murro em ponta de faca"). 

Esse orgulho distancia as pessoas, destrói relacionamentos, amizades e casamentos. Gera soberba, impede a reflexão, engessa o entendimento, sufoca a humildade e perpetua a ignorância.

Quem tem coragem de se perceber, de voltar-se para si, refletir sobre suas mazelas e reconhecer que é tão imperfeito como qualquer pessoa "normal". 



Por Romeu Oliveira 

sábado, 4 de abril de 2015

O Amor é libertador

Somente aquele de espírito livre entende que na essência do amor está a sobriedade, a liberdade e o exercício do bem, como: a doação, a empatia, o altruísmo, o respeito, o cuidado, o conselho, a humildade e principalmente a sabedoria (e esta somente através da reflexão); livre de qualquer tipo de vaidade. 
O amor não combina com tolices: orgulho, soberba, egoísmo ou qualquer tipo de agressividade. 
O amor nasce das asas da liberdade, não da prisão, da pressão ou da opressão. Nasce da escolha, do livre arbítrio e da vontade. 
Quem entender esse conceito, não se importará com seus próprios interesses e vontades, mas se esforçará em promover o bem estar e a felicidade do outro, mesmo que não esteja incluído sem seus planos. 
O objetivo do amor é salvar, e salvar de todas as farmas!!! 

Por Romeu Oliveira 

sexta-feira, 6 de março de 2015

Tempo de mudanças

Esses dias ajudei fazer uma mudança. E fiquei observando alguns aspectos bem interessantes. Como isso mexe conosco e nos estimula. Desde a necessidade, como a oportunidade, a tomada de decisão e o grande trabalho que isso proporciona. Mas principalmente a esperança que é gerada com essa atitude. 
No princípio houve grande motivação, mas também momentos de desânimo. Surgiram muitas dúvidas e conflitos, sentimento de apego, a vontade de não se desfazer de algumas coisas. A certeza de que outras seriam desprezadas. A angustia com a bagunça, com o recomeço, com a necessidade de se organizar, de achar um norte.
Afinal, como disse meu amigo e colega de faculdade, Jose Carlos Oliveira, em uma conversa: "a desconstrução deixa um campo aberto e vazio para iniciar uma nova construção através da reflexão, estabelecendo novas estratégias para uma melhor edificação." 
A mudança nos permite observar a casa realmente como ela é, sem as adaptações, sem os retoques, as acomodações e camuflagens. Tudo fica exposto e cada detalhe se torna importante. A mudança nos confronta, nos coloca com a realidade, e durante esse processo nos deparamos com as mazelas escondidas, com aquilo que foi ignorado ou mal resolvido. 
Uma grande oportunidade para fazer uma reciclagem, de separar aquilo que é útil, que será produtivo daquilo que não serve, que não tem mais significado.  
Trazendo para o aspecto da vida, a mudança nos move, nos recicla, nos tira da paralisia, da mesmice, da mesma visão. A mudança nos deixa despidos, diante de nós mesmos, tomamos conhecimento de quem realmente somos. E através dessa reflexão temos a liberdade de fazer novas escolhas, traçar novas rotas, respirar novos ares e assim, dar novo significado a nossa existência

Por Romeu Oliveira